Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura. Friedrich Nietzsche
O sonho encheu a noite/Extravasou pro meu dia/Encheu minha vida/E é dele que eu vou viver/Porque sonho não morre. Adélia Prado

terça-feira, 21 de abril de 2009

Literatura: tempo cronológico X tempo psicológico.

Os textos podem apresentar "tempo psicológico" e/ou "tempo cronológico".



Tempo cronológico é o contado no relógio, horas, dias , anos, numa ordem linear de tempo. Uma sequência em sentido horário.
Exemplo: Hoje, acordei, tomei café e me vesti para ir trabalhar. Como peguei um engarrafamento enorme, terminei chegando atrasada.

Tempo psicológico, é "mental" , não segue uma ordem linear, sequêncial.
Exemplo: Estive relembrando os tempos em que corria descalça na terra batida do quintal da casa grande no sítio da minha vó. Senti por alguns instantes o cheiro de terra molhada quando chovia... A memória nos faz reviver tempos que jamais voltarão.

Resumo:
Tempo cronológico = seguindo o relógio, o calendário... sempre para a frente. Presente e futuro (mesmo que comece a narrativa em 1980, por exemplo, daí só poderá ir para frente, como  no  relógio).

Tempo psicológico = seguindo o pensamento, podendo voltar no tempo, nas lembraças... Pode ficar viajando entre o passado, presente e futuro.(pode começar em 1980, vir para 2009, voltar para 1730), e pode ficar dando "piruetas" no tempo, sem preocupação com o relógio ou com o calendário.

Dinheiro não traz felicidade... Manda buscar.

Quem não tem dinheiro, geralmente usa a primeira frase. Talvez como forma de justificar a falta de competência ou criatividade para prosperar.

Mas, você , que usa "Dinheiro não traz felicidade" para justificar sua falta de ânimo em ir a luta e tentar, de forma honesta, progredir e obter sucesso em seus empreendimentos, acompanhado de dinheiro, me diga se não ficaria bem mais feliz se:

- Puder comprar boas roupas. ( E não diga que o importante é a beleza interior. Isso é outra "falácia").
- Puder sair de férias com a família ou amigos numa viagem maravilhosa.
- Não tiver de se preocupar com a conta "no vermelho" e nem com as contas ao final do mês.
- Puder ter acesso a boas escolas e cursos, e/ou pagar boas escolas e cursos para seus filhos.
- Puder escolher seu amor, independente da geografia, sem pensar no preço das passagens aéreas.
- Puder comer bem, frequentar bons restaurantes.
- Puder usar bons produtos de beleza e bons perfumes.
- Puder presentear as pessoas que você ama.
- Puder fazer "surpresas" a pessoa amada, como levá-la a um passeio de balão.
- Puder comprar aquele carro que você anda "namorando" faz tempo.
- Puder morar onde bem entender e com conforto.
- Puder contar com os serviços das melhore equipes de médicos e os melhores hospitais quando precisar.

Na sociedade capitalista, não dá para viver e ser feliz sem dinheiro.

Comida, roupas, moradia = dinheiro.
Saúde= dinheiro, (afinal acreditar no SUS ou em hospitais públicos é como acreditar em fadas)
Relações interpessoais = dinheiro (com raras exceções, o nível intelectual que uma pessoa atinge está diretamente ligado ao acesso ao bens culturais que ela pode ter; escolas, livros, internet, revistas, teatro, etc. E dificilmente uma relação entre pessoas de níveis intelectuais muito dispares dará certo). Por isso até nas paixões o dinheiro é fator definidor das opções que você tem.

Por essas e outras, o mais coerente é que o dinheiro pode não trazer a felicidade, mas não há dúvida de que ele manda buscar com eficiência.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Turma de 6ª serie - Fragmentos dos primeiros 5 minutos de aula.

Surreal, inacreditável? Creiam ou não esse relato é verdadeiro. Fiz uma sintaxe do que já me foi contado por vários professores e a cena abaixo é real.

Fala do professor.
Fala de alunos diversos, e na maioria das vezes se expressando ao mesmo tempo.

- Bom dia, turma! (Professor entrando na sala)
- Professor, posso ir no banheiro?
-Agora não, acabei de chegar, depois você vai ao banheiro.
- Depois eu posso mesmo, tô apertado?
- Tudo bem, depois pode.
- Também quero ir, professor!
- Eu também, eu também.
- Professor, ele pegou minha caneta.
- Passa lição não, professor, minha mão tá doendo de tanto escrever.
- Faltou algum professor hoje?
- Não sei, pessoal. Vou fazer a chamada. Façam silêncio!
- Meu número é quarenta, professor, deixa eu ir no banheiro?
- Professor, não apaga o quadro.
- Olha esses papeizinhos, jogaram aqui, professor.
- Pessoal, parem com os papeis!
- Número um.
- Professor, a Sheila tá menstruada.
- Não tô não, seu *****:
- Ô professor, começa essa aula aí.
- Dois.
- Quem foi o filho da **** que jogou o papel?
- Três.
- Ô professor, o um tá presente.
- Mas você não respondeu. Silêncio sala! (bate o apagador na mesa).
- Ô professor, até você chegar no quarenta já mijei nas calças.
(sua mãe... SOLTA ESSA *****, SOLTA ESSA ***** - celular tocando algo que dizem ser música).
- Desliguem o celular.
- Chama a diretora, professor.
- Professor, amanhã tem aula?
- Por que não haveria?
- Tem jogo amanhã.
- Quatro.
- Presente.
- Cinco.
- Presente.
- ** quente é o ** da tua mãe - eeeeehhhhhh (respondendo ao insulto do colega)
- Professor pegaram meu lápis:
- Sete:
- E o seis professor? (o professor costuma pular o seis, pois ele nunca está presente).
- Seis.
- Faltou.
- Naõ peguei nada não Aí no chão, foi você que jogou.
(TUM, TUM, TIM , TUM, TUM TUTIM - música no celular)
- Já falei do celular.
- Oito
- Aqui:
- Nove.
- Sumiu.
- Dez.
- Foi pra Bahia.
- Fui nada, tô aqui professor.
- Onze, onze?
- Doze.
- Presente:
- O onze tá aqui professor:
- Filho da **** , para com isso (ela chuta uma cadeira)...

E assim continua a chamada. Não sei se chegam à aula, nem mesmo sei como chegam ao fim da chamada. O que sei é que essa não é uma cena rara nas escolas. E afirmo que não só nas Escolas Públicas, como nas Privadas também. Pois na Rede Educacional Privada o aluno paga e se acha no direito de "patrão" dentro da sala de aula, muitas vezes apoiado pela diretoria.

A primeira vista o "textículo" aí de cima pode parecer cômico, mas os reflexos dele na Educação não são nada engraçados.

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"Quiseste expor teu coração a nu. E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio. Ah, pobre amigo, nunca saibas tu Como é ridículo o amor... alheio!" Mário Quintana

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