Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura. Friedrich Nietzsche
O sonho encheu a noite/Extravasou pro meu dia/Encheu minha vida/E é dele que eu vou viver/Porque sonho não morre. Adélia Prado

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A influência do professor na vida de uma pessoa...

"O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência". (Henry Adams)

Não só o professor, todos nós deveríamos ter cuidado com as palavras ásperas, com as críticas desnecessárias, pois não sabemos o efeito que temos sobre o outro, não sabemos que tipo de marcas podemos deixar com nossas palavras e com nossos atos.

Primeiro dia na escola.

Uma menina muito tímida por temperamento e pelas circunstâncias de sua pequena vivência (tinha 8 anos), foi mandada a uma escola pela primeira vez. Já estava "velha", mas até então ninguém havia providenciado que ela tivesse contato com a dita educação formal. Muito bem, as providencias foram tomadas, cadernos comprados e "jogaram" a menininha na 2ª série porque ela já conseguia ler e escrever algumas palavrinhas (aprendera por conta própria). Como já estava "alfabetizada" e havia passado da idade, não poderia frequentar a 1ª série.

Lá foi a garotinha, coração na boca, excitação total, pulsação a mil. Sempre fora "louca" por livros e por letras. Mesmo quando ainda nem sabia ler, conseguia alguns livrinhos infantis, não se sabe como, e ficava andando atrás dos adultos pedindo que lessem para ela. A escola era um sonho prestes a se realizar. Ela estava se sentindo às postas do paraíso.

Assim ela ia andando em direção ao colégio... entrou e... Êpa! O paraíso começou a se desfazer. O pátio era enorme, tocou um sinal e a menina não tinha a menor idéia do que fazer. As crianças em volta começaram a marchar como formiguinhas, todas indo para algum lugar definido. Derrepente formaram-se filas, tão certinhas, por tamanho, e a menina ali, estatelada, sem saber o que fazer ou qual era seu lugar naquela encenação toda. As aulas já haviam começado há duas semanas, todos já estavam à vontade em seus papeis, já sabiam a marcação do palco, menos ela.

Além de ela estar atrasada na idade, ela estava atrasada no bimestre também.
A euforia e excitação que ela trouxera na pastinha e na merendeira ao sair de casa, começava a se transformar em pânico: Para onde vou, com quem falo, o que faço????

Aos poucos as crianças em fila foram marchando, sumindo, até o pátio ficar completamente vazio, vazio e imenso para aquela garotinha parada lá sozinha. Neste momento o pânico já era sentimento dominante. A menininha estava petrificada, como uma minúscula estátua naquele amplo espaço onde ela não conseguia dar sequer um passo.Chegou uma moça não muito gentil à princípio, perguntando:
- O que você ainda está fazendo aí? Vá para a sala!

A menina, com o restinho de vivacidade que ainda lhe sobrava, tirou um papelzinho do bolso da camisa e deu a moça. Ali tinha o nome da professora.
A menina explicou que era seu primeiro dia no colégio. A moça se tornou mais amistosa, pegou a criança pela mão e a levou a sala, onde toda a turma já estava devidamente acomodada. Apresentou a crinça à professora.

Neste momento a menina já inha as mãozinhas molhadas de suor, estava em um estado mixto de cansaço pelo susto passado no pátio e o alívio de finalmente ter achado seu lugar, de poder sentar e descobrir o que era estudar.

Neste momento se dá a ação da professora, a ação que marcaria a menina e sua tragetória escolar, e quem sabe sua tragetória na vida.

A menina já se encontrava sentada, segura atrás de sua mesinha, quando a professora a chamou para ir à frente. Nâo preciso falar que isso fez a adrenalina ser novamente despejada na corrente sanguinea da garotinha já exauta pela forma como chegara até ali. Mas ela era valente! Levantou-se, pegou seu caderninho e lápis, como ordenara a professora e foi à mesa da mestra.

A professora, com ar de poucos amigos mandou ela abrir o caderno e se preparar para escrever a lista de material que iria ditar. Lembrem-se, meus amigos, a garotinha nunca tinha ido à escola, era tímida e sabia ler mal e parcamete, tendo aprendido nem se sabe como. E sabemos que ler é mais fácil do que escrever...

Eis a lista que a professora ditou:

1 lápis
1 borracha
1 rega (régua), - A menina não sabia escrever régua
1 caixa de lápis de cor
2 cadernos deitados
1 estojo

Ao terminar de ditar, a professora pegou a lista e simplesmente, alto e em bom tom , perguntou a menina quem foi que disse que ela poderia frenquentar a segunda série, pois ela não sabia sequer escrever régua, que era absurdo ela estar ali naquela turma. E a turma... imagine, as crianças riam da menina às gargalhadas, debochavam com o apoio e incentivo da professora. A essa altura a menina já nem ouvia mais com clareza o que a professora falava. Só desejava sumir daquele lugar.

Assim foi o primeiro dia de aula, o primeiro contato dessa criança com o tão sonhado "mundo da leitura e do saber".

Pergunto a vocês, qual terá sido a influência dessa professora na vida dessa criança? Alguém se arrisca a dar uma opinião?

Abs
Raquel

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ilusões da Vida - Francisco Otaviano.

Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu.

Esse post é uma complementação, ou um desencadeamento do Carpie Die .

Os comentários levaram à digressões, que trouxeram a lembrança deste poema e, com a colaboração do Alceu - Guizo Vermelho , eis aqui o poema com as palavras originais.

Obrigada , Alceu. Agora não esqueço mais.
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sábado, 20 de dezembro de 2008

Catáfora - pronome catafórico.

O elemento catafórico vem ANTES de se especificar o objeto/pessoa/palavra ao qual ele se refere.

"Quero-te como nunca quis ninguém, porque você, Paula, é o amor da minha vida."

o pronome TE (termo catafórico), está se referindo a Paula (termo referencial) e vem antes de se especificar a Paula, por isso podemos classificá-lo como um pronome catafórico.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Coletânea de expressões em Língua Portuguesa.

Estava eu a passear pela Blogosfera, quando deparei-me com este post em um Blog.

Vale dar uma olhada!

Vá lá e confira mais de 100 expressões da nossa "Última flor do Lácio, inculta e bela..." http://km-stressnet.blogspot.com/2007/04/expresses-da-lngua-portuguesa-dos.html

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Carpe Die

Carpe Die - "Colha o dia" , literalmente.

Colha o dia como se fosse uma fruta madura, pois se deixar para amanhã a fruta já terá passado do ponto, estará podre; e se tentar colher antes, ainda estará verde.

Portanto "colha o dia" , aproveite o dia hoje, pois é o momento ideal, não dá para antecipar ou prorrogar o que deve ser aproveitado hoje.

Carpe Diem é uma frase em Latim do poeta Horácio, e é traduzida para: "colha o dia ou aproveite o momento."

É também utilizado como uma expressão para aconselhar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.


Curiosidades
- Carpe diem quam minimum credula postero
(colha o dia, confia o mínimo no amanhã)

- O professor, personagem de Robin Williams no filme "A Sociedade dos Poetas Mortos", utiliza-a assim: "Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas."

- A banda Metallica, no seu lançamento de 1997, "Reload", apresentou uma música "Carpe Diem Baby", que encoraja o ouvinte a "espremer e chupar o dia" (come squeeze and suck the day / Come Carpe Diem Baby).

- A banda Dream Theater, em seu EP A Change of Seasons, presta uma homenagem à filosofia do Carpe Diem com sua música-título do disco, de 23:06 minutos, incluindo na letra trechos de falas do filme Sociedade dos Poetas Mortos.

Resumindo, o "espírito" da frase pode ser entendido como aproveitar as oportunidades que a vida lhe oferece no momento em que elas se apresentam ou ainda "aproveitar a vida sem pensar no futuro".

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sábado, 13 de dezembro de 2008

Paulo Freire

"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformamo mundo".


"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tam pouco a sociedade muda."
(Paulo Freire)

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O que decide o destino de um homem?

" O que faz do homem um homem?

São suas origens, o modo como ele começa a vida? Não! Eu acho que o que faz um homem sãos suas escolhas. não o modo como ele começa as coisas, mas o modo como ele decide terminá-las" (desconheço a autoria)

Amar, o que é?

"Gostamos das pessoas por suas qualidades, mas as amamos por seus defeitos" (frase que ouvi em um filme)


Porque amamos? Vários livros já foram escritos, várias teses já foram formuladas, mas quem sabe realmente o que nos faz amar alguém? Se há tanta arte, tantos romances foram escritos em torno do amor, tanta poesia feita, tantos quadros pintandos, esculturas, músicas... Será o amor, talvez, a base do Universo?


Alguém se habilita a dizer o que provoca o amor?

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"Quiseste expor teu coração a nu. E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio. Ah, pobre amigo, nunca saibas tu Como é ridículo o amor... alheio!" Mário Quintana

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