Romance - palavra que facilmente ligamos a beijo, bombons e poesias, isso sem falar em carinhos, bilhetinhos (e-mails), flores e amores... Certo?
Não, nem sempre. Na Literatura," romanço/romance "é o nome dado à mistura do latin com os idiomas das terras conquistadas pelos romanos. Do "romanço/romance", ou seja dessa mistura, vieram todas as línguas de origem latina.
Como os primeiros registros literários eram feitos em versos, isto é, em linguagem poética e não em prosa, quando alguém teve a ideia de escrever longas narrativas em forma mais próxima da línguagem cotidiana, a prosa, deu-se o nome a esse novo formato de texto de "Romance". Ou seja, a língua falada naquela época era o "romanço/romance", e a escrita, usando uma fórmula semelhante a da fala virou também Romance.
Todo texto cujo enredo seja longo e que seja escrito em prosa é um Romance, que não precisa ser , necessariamente romântico. Temos Romance de aventura, ficção científica, terror, histórico, e até mesmo as românticas histórias de amor.
Falaremos qualquer hora especificamente sobre os Romances da escola literária denominada Romantismo, que também é algo bem diferente da ideia generalizada que temos de romantismo.
Raquel.
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Comentando os comentários:
Luis e André, obrigada pela visita e pelos comentários. Logo , logo estarei "devaneando" sobre o Romantismo X romantismo. ;)
EAD, eu não coloquei o "romanço", porque minha ideia aqui é ser o menos "didática" e colocar as coisas da forma o mais simples possível ;) . Mas você tem razão, melhor colocar os "pingos nos is". Acrescentei o "romanço" lá. Obrigada.
Confesso que "romança" nunca ouvi nem li, sei que chamava-se "romanço" a "mistura" da qual derivou o romance. Caso você tenha alguma indicação bibliográfica onde conste "romança", eu agradeceria se me indicasse.
Abs
Textos, dicas, poesia... e o que mais me der vontade escrever ou reproduzir.Espaço sem compromisso algum com a coerência da dita normalidade...
sábado, 31 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A influência do professor na vida de uma pessoa... (Parte II)
Bem, vamos ao fim o ao começo, que levou a tal garotinha...
Em menos de um mês ela já discutia com a professora sobre a falta do n na palavra muito. Como a professora não sabia explicar o fenômeno da nazalidade sem o n e sem o til, suponho que ela achou melhor respeitar o espaço da garotinha para que esta não fizesse mais perguntas difíceis e ficasse teimando em querer explicações sobre fenômenos linguísticos , que ela, professora, não estava nem um pouco interessada em entender, muito menos em explicar.

A garotinha, descobriu logo não serem os professores "deuses detentores de todo o conhecimento", e que se quisesse saciar sua ância em saber das coisas, o melhor seria não se ater sua busca apenas ao espaço escolar. Teria de "ler" tudo; livros, pessoas, ações, acontecimentos, o mundo... "Estudar" , inclusive os professores.
E é isso que ela faz até hoje. Virou professora sim. Pois é uma eterna "curiosa estudante" do mundo. E convenhamos que não há melhor profissão para um estudante convicto do que ser professor. ;)
A primeira lição que ela tem por hábito dar às suas turmas é que ela não vai poder ensinar tudo, que eles (seus alunos), devem ser "curiosos", buscar fora da aula outros conhecimentos, e trazerem as novidades, pois ela também ainda tem muito a aprender.
É claro que ela encontrou professores maravilhosos pelo caminho. Ela me disse que os melhores são os apaixonados pela Disciplina que "ensinam". Qualquer hora peço que ela me fale mais sobre estes, e venho dividir com vocês.
Aquela primeira professora influenciou a garotinha sim, mostrou como um professor NÃO deveria ser.
Em menos de um mês ela já discutia com a professora sobre a falta do n na palavra muito. Como a professora não sabia explicar o fenômeno da nazalidade sem o n e sem o til, suponho que ela achou melhor respeitar o espaço da garotinha para que esta não fizesse mais perguntas difíceis e ficasse teimando em querer explicações sobre fenômenos linguísticos , que ela, professora, não estava nem um pouco interessada em entender, muito menos em explicar.

A garotinha, descobriu logo não serem os professores "deuses detentores de todo o conhecimento", e que se quisesse saciar sua ância em saber das coisas, o melhor seria não se ater sua busca apenas ao espaço escolar. Teria de "ler" tudo; livros, pessoas, ações, acontecimentos, o mundo... "Estudar" , inclusive os professores.
E é isso que ela faz até hoje. Virou professora sim. Pois é uma eterna "curiosa estudante" do mundo. E convenhamos que não há melhor profissão para um estudante convicto do que ser professor. ;)
A primeira lição que ela tem por hábito dar às suas turmas é que ela não vai poder ensinar tudo, que eles (seus alunos), devem ser "curiosos", buscar fora da aula outros conhecimentos, e trazerem as novidades, pois ela também ainda tem muito a aprender.
É claro que ela encontrou professores maravilhosos pelo caminho. Ela me disse que os melhores são os apaixonados pela Disciplina que "ensinam". Qualquer hora peço que ela me fale mais sobre estes, e venho dividir com vocês.
Aquela primeira professora influenciou a garotinha sim, mostrou como um professor NÃO deveria ser.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
A influência do professor na vida de uma pessoa...
"O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência". (Henry Adams)
Não só o professor, todos nós deveríamos ter cuidado com as palavras ásperas, com as críticas desnecessárias, pois não sabemos o efeito que temos sobre o outro, não sabemos que tipo de marcas podemos deixar com nossas palavras e com nossos atos.
Primeiro dia na escola.
Uma menina muito tímida por temperamento e pelas circunstâncias de sua pequena vivência (tinha 8 anos), foi mandada a uma escola pela primeira vez. Já estava "velha", mas até então ninguém havia providenciado que ela tivesse contato com a dita educação formal. Muito bem, as providencias foram tomadas, cadernos comprados e "jogaram" a menininha na 2ª série porque ela já conseguia ler e escrever algumas palavrinhas (aprendera por conta própria). Como já estava "alfabetizada" e havia passado da idade, não poderia frequentar a 1ª série.
Lá foi a garotinha, coração na boca, excitação total, pulsação a mil. Sempre fora "louca" por livros e por letras. Mesmo quando ainda nem sabia ler, conseguia alguns livrinhos infantis, não se sabe como, e ficava andando atrás dos adultos pedindo que lessem para ela. A escola era um sonho prestes a se realizar. Ela estava se sentindo às postas do paraíso.
Assim ela ia andando em direção ao colégio... entrou e... Êpa! O paraíso começou a se desfazer. O pátio era enorme, tocou um sinal e a menina não tinha a menor idéia do que fazer. As crianças em volta começaram a marchar como formiguinhas, todas indo para algum lugar definido. Derrepente formaram-se filas, tão certinhas, por tamanho, e a menina ali, estatelada, sem saber o que fazer ou qual era seu lugar naquela encenação toda. As aulas já haviam começado há duas semanas, todos já estavam à vontade em seus papeis, já sabiam a marcação do palco, menos ela.
Além de ela estar atrasada na idade, ela estava atrasada no bimestre também.
A euforia e excitação que ela trouxera na pastinha e na merendeira ao sair de casa, começava a se transformar em pânico: Para onde vou, com quem falo, o que faço????
Aos poucos as crianças em fila foram marchando, sumindo, até o pátio ficar completamente vazio, vazio e imenso para aquela garotinha parada lá sozinha. Neste momento o pânico já era sentimento dominante. A menininha estava petrificada, como uma minúscula estátua naquele amplo espaço onde ela não conseguia dar sequer um passo.Chegou uma moça não muito gentil à princípio, perguntando:
- O que você ainda está fazendo aí? Vá para a sala!
A menina, com o restinho de vivacidade que ainda lhe sobrava, tirou um papelzinho do bolso da camisa e deu a moça. Ali tinha o nome da professora.
A menina explicou que era seu primeiro dia no colégio. A moça se tornou mais amistosa, pegou a criança pela mão e a levou a sala, onde toda a turma já estava devidamente acomodada. Apresentou a crinça à professora.
Neste momento a menina já inha as mãozinhas molhadas de suor, estava em um estado mixto de cansaço pelo susto passado no pátio e o alívio de finalmente ter achado seu lugar, de poder sentar e descobrir o que era estudar.
Neste momento se dá a ação da professora, a ação que marcaria a menina e sua tragetória escolar, e quem sabe sua tragetória na vida.
A menina já se encontrava sentada, segura atrás de sua mesinha, quando a professora a chamou para ir à frente. Nâo preciso falar que isso fez a adrenalina ser novamente despejada na corrente sanguinea da garotinha já exauta pela forma como chegara até ali. Mas ela era valente! Levantou-se, pegou seu caderninho e lápis, como ordenara a professora e foi à mesa da mestra.
A professora, com ar de poucos amigos mandou ela abrir o caderno e se preparar para escrever a lista de material que iria ditar. Lembrem-se, meus amigos, a garotinha nunca tinha ido à escola, era tímida e sabia ler mal e parcamete, tendo aprendido nem se sabe como. E sabemos que ler é mais fácil do que escrever...
Eis a lista que a professora ditou:
1 lápis
1 borracha
1 rega (régua), - A menina não sabia escrever régua
1 caixa de lápis de cor
2 cadernos deitados
1 estojo
Ao terminar de ditar, a professora pegou a lista e simplesmente, alto e em bom tom , perguntou a menina quem foi que disse que ela poderia frenquentar a segunda série, pois ela não sabia sequer escrever régua, que era absurdo ela estar ali naquela turma. E a turma... imagine, as crianças riam da menina às gargalhadas, debochavam com o apoio e incentivo da professora. A essa altura a menina já nem ouvia mais com clareza o que a professora falava. Só desejava sumir daquele lugar.
Assim foi o primeiro dia de aula, o primeiro contato dessa criança com o tão sonhado "mundo da leitura e do saber".
Pergunto a vocês, qual terá sido a influência dessa professora na vida dessa criança? Alguém se arrisca a dar uma opinião?
Abs
Raquel
Não só o professor, todos nós deveríamos ter cuidado com as palavras ásperas, com as críticas desnecessárias, pois não sabemos o efeito que temos sobre o outro, não sabemos que tipo de marcas podemos deixar com nossas palavras e com nossos atos.
Primeiro dia na escola.
Uma menina muito tímida por temperamento e pelas circunstâncias de sua pequena vivência (tinha 8 anos), foi mandada a uma escola pela primeira vez. Já estava "velha", mas até então ninguém havia providenciado que ela tivesse contato com a dita educação formal. Muito bem, as providencias foram tomadas, cadernos comprados e "jogaram" a menininha na 2ª série porque ela já conseguia ler e escrever algumas palavrinhas (aprendera por conta própria). Como já estava "alfabetizada" e havia passado da idade, não poderia frequentar a 1ª série.
Lá foi a garotinha, coração na boca, excitação total, pulsação a mil. Sempre fora "louca" por livros e por letras. Mesmo quando ainda nem sabia ler, conseguia alguns livrinhos infantis, não se sabe como, e ficava andando atrás dos adultos pedindo que lessem para ela. A escola era um sonho prestes a se realizar. Ela estava se sentindo às postas do paraíso.
Assim ela ia andando em direção ao colégio... entrou e... Êpa! O paraíso começou a se desfazer. O pátio era enorme, tocou um sinal e a menina não tinha a menor idéia do que fazer. As crianças em volta começaram a marchar como formiguinhas, todas indo para algum lugar definido. Derrepente formaram-se filas, tão certinhas, por tamanho, e a menina ali, estatelada, sem saber o que fazer ou qual era seu lugar naquela encenação toda. As aulas já haviam começado há duas semanas, todos já estavam à vontade em seus papeis, já sabiam a marcação do palco, menos ela.
Além de ela estar atrasada na idade, ela estava atrasada no bimestre também.
A euforia e excitação que ela trouxera na pastinha e na merendeira ao sair de casa, começava a se transformar em pânico: Para onde vou, com quem falo, o que faço????
Aos poucos as crianças em fila foram marchando, sumindo, até o pátio ficar completamente vazio, vazio e imenso para aquela garotinha parada lá sozinha. Neste momento o pânico já era sentimento dominante. A menininha estava petrificada, como uma minúscula estátua naquele amplo espaço onde ela não conseguia dar sequer um passo.Chegou uma moça não muito gentil à princípio, perguntando:
- O que você ainda está fazendo aí? Vá para a sala!
A menina, com o restinho de vivacidade que ainda lhe sobrava, tirou um papelzinho do bolso da camisa e deu a moça. Ali tinha o nome da professora.
A menina explicou que era seu primeiro dia no colégio. A moça se tornou mais amistosa, pegou a criança pela mão e a levou a sala, onde toda a turma já estava devidamente acomodada. Apresentou a crinça à professora.
Neste momento a menina já inha as mãozinhas molhadas de suor, estava em um estado mixto de cansaço pelo susto passado no pátio e o alívio de finalmente ter achado seu lugar, de poder sentar e descobrir o que era estudar.
Neste momento se dá a ação da professora, a ação que marcaria a menina e sua tragetória escolar, e quem sabe sua tragetória na vida.
A menina já se encontrava sentada, segura atrás de sua mesinha, quando a professora a chamou para ir à frente. Nâo preciso falar que isso fez a adrenalina ser novamente despejada na corrente sanguinea da garotinha já exauta pela forma como chegara até ali. Mas ela era valente! Levantou-se, pegou seu caderninho e lápis, como ordenara a professora e foi à mesa da mestra.
A professora, com ar de poucos amigos mandou ela abrir o caderno e se preparar para escrever a lista de material que iria ditar. Lembrem-se, meus amigos, a garotinha nunca tinha ido à escola, era tímida e sabia ler mal e parcamete, tendo aprendido nem se sabe como. E sabemos que ler é mais fácil do que escrever...
Eis a lista que a professora ditou:
1 lápis
1 borracha
1 rega (régua), - A menina não sabia escrever régua
1 caixa de lápis de cor
2 cadernos deitados
1 estojo
Ao terminar de ditar, a professora pegou a lista e simplesmente, alto e em bom tom , perguntou a menina quem foi que disse que ela poderia frenquentar a segunda série, pois ela não sabia sequer escrever régua, que era absurdo ela estar ali naquela turma. E a turma... imagine, as crianças riam da menina às gargalhadas, debochavam com o apoio e incentivo da professora. A essa altura a menina já nem ouvia mais com clareza o que a professora falava. Só desejava sumir daquele lugar.
Assim foi o primeiro dia de aula, o primeiro contato dessa criança com o tão sonhado "mundo da leitura e do saber".
Pergunto a vocês, qual terá sido a influência dessa professora na vida dessa criança? Alguém se arrisca a dar uma opinião?
Abs
Raquel
sábado, 27 de dezembro de 2008
Ilusões da Vida - Francisco Otaviano.
Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu.
Esse post é uma complementação, ou um desencadeamento do Carpie Die .
Os comentários levaram à digressões, que trouxeram a lembrança deste poema e, com a colaboração do Alceu - Guizo Vermelho , eis aqui o poema com as palavras originais.
Obrigada , Alceu. Agora não esqueço mais.
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E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu.
Esse post é uma complementação, ou um desencadeamento do Carpie Die .
Os comentários levaram à digressões, que trouxeram a lembrança deste poema e, com a colaboração do Alceu - Guizo Vermelho , eis aqui o poema com as palavras originais.
Obrigada , Alceu. Agora não esqueço mais.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Catáfora - pronome catafórico.
O elemento catafórico vem ANTES de se especificar o objeto/pessoa/palavra ao qual ele se refere.
"Quero-te como nunca quis ninguém, porque você, Paula, é o amor da minha vida."
o pronome TE (termo catafórico), está se referindo a Paula (termo referencial) e vem antes de se especificar a Paula, por isso podemos classificá-lo como um pronome catafórico.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Coletânea de expressões em Língua Portuguesa.
Estava eu a passear pela Blogosfera, quando deparei-me com este post em um Blog.
Vale dar uma olhada!
Vá lá e confira mais de 100 expressões da nossa "Última flor do Lácio, inculta e bela..." http://km-stressnet.blogspot.com/2007/04/expresses-da-lngua-portuguesa-dos.html
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O sonho encheu a noite/Extravasou pro meu dia/Encheu minha vida/E é dele que eu vou viver/Porque sonho não morre.
Adélia Prado